segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sozinha

Depois de tanto tempo decidi reativar o blog, de uns anos pra cá aprendi a compor e a novidade das notas ofuscou o amor pelas palavras, minhas primeiras namoradas. Volto cabisbaixa, envergonhada, sem a certeza do perdão pelo meu abandono...

Eu sempre fui sozinha, tanto que temo já não saber ser de outro jeito.
4mil amigos na internet. Talvez uns 3 na vida real. Invejo quem não tem facebook, trocaria postagens por frases ditas na mesa de bar.

Passei o primeiro dia do ano e o dia das mães sozinha, torcendo pra me levar com você.
Passei minhas últimas doenças sozinha também, temendo ser encontrada no chão, vomitada talvez, desmaiada a sabe-se lá quanto tempo...

Escolhi a liberdade e a prisão de morar só. Escolhi um relacionamento perfeito quando está tudo bem, mas que evito quando não estou bem. Não posso ficar doente e abandonada. Sozinha eu sei ser.

Queria visitar pessoas, trocar segredos, falar da vida, mas não consigo. Eu sou trabalho. Minhas amizades são as ideias que troco com músicos nos intervalos dos shows, são as piadas que ouço nos ensaios.

Saio sozinha, almoço sozinha, danço sozinha, cozinho sozinha. Ou isso ou nada.
Eu sempre fui sozinha, tanto que já não sei ser de outro jeito.

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