Depois de tanto tempo decidi reativar o blog, de uns anos pra cá aprendi a compor e a novidade das notas ofuscou o amor pelas palavras, minhas primeiras namoradas. Volto cabisbaixa, envergonhada, sem a certeza do perdão pelo meu abandono...
Eu sempre fui sozinha, tanto que temo já não saber ser de
outro jeito.
4mil amigos na internet. Talvez uns 3 na vida real. Invejo
quem não tem facebook, trocaria postagens por frases ditas na mesa
de bar.
Passei o primeiro dia do ano e o dia das mães sozinha,
torcendo pra me levar com você.
Passei minhas últimas doenças sozinha também, temendo ser encontrada
no chão, vomitada talvez, desmaiada a sabe-se lá quanto tempo...
Escolhi a liberdade e a prisão de morar só. Escolhi um
relacionamento perfeito quando está tudo bem, mas que evito quando não estou
bem. Não posso ficar doente e abandonada. Sozinha eu sei ser.
Queria visitar pessoas, trocar segredos, falar da vida, mas não
consigo. Eu sou trabalho. Minhas amizades são as ideias que troco com músicos
nos intervalos dos shows, são as piadas que ouço nos ensaios.
Saio sozinha, almoço sozinha, danço sozinha, cozinho sozinha.
Ou isso ou nada.
Eu sempre fui sozinha, tanto que já não sei ser de outro jeito.
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